quarta-feira, 23 de novembro de 2011

sagrados elefantes













Universo cantor, dançarino, plástico artista...
Esse filho teu vos saúda no ventre da princesa
manhã ainda nascente
com seu corpo
feito de flores em formato de borboleta


Um dia pleno, um dia plano,
uma aurora para cada habitante,

um horizonte de águias, muitas girafas,
bilhões de naves iluminadas por vagalumes,
estrelas cadentes sobre vossa pele...

guiadas pelas corujas e os sagrados elefantes


(edu planchêz)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Volto ao ano de 1960


Volto ao ano de 1960, aos meus avós,
à minha mãe com 18 anos, eu com um ano?

Agora que eles são pretérito mais que perfeito,
agora que que minha tranças adquirem a cor branca,
agora que ainda sou humilhado
por possuir momentaneamente poucos recursos materiais


Uma fotografia amarela guarda um momento,
o tempo que existiu, que eu era um crescido bebe,
que minha mãe era uma mulher princesa,
que meu avós paternos eram vigorosos...

Mas a morte, a velha morte os levaram para o reino
da lembrança, para o reino da minha mente


E a terapia da escrita vai desfazendo os nós
dos estranhamentos,

dos sonhos dos que viveram e morreram
para que eu continue,

para que meu filho e os filhos que hão de vir
possuam uma história,
uma lembrança amarela eternizada numa fotografia

(edu planchêz)

sábado, 19 de novembro de 2011

Toda escrita


Toda escrita,
quando feita apartir de algo
que esteja atado ao objeto dos sentidos
nos remete
ao autentico,
ao nobre véu de prata
das luzes do ano novo,

as monções e as corredeiras
oriundas das cicatrizes das pedras montanhas


O poema reconhece em ti a tábua do entendimento
e a extensão dos laços orgânicos
que nos ligam aos outros viventes...

(sem precisar que alguém o escreva)

(edu planchêz)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011


Aqui a poesia fala mais alto, se dilacera, ultrapassa a velocidade do beijo

(edu planchêz)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Eletricidade do desejar Rock



Rabisco um algo
que não sei te dizer
se é para ser rabiscado,

os borrões
de algo rabiscado produzem nas nuvens
da farta janela
o sentimento de colar minha boca na tua
e ir muito além dessa boca e buscar teus Egitos e todas as suas pirâmides,
o rubro mar e os frutos exóticos do Zimbabo

Rabisco-te dos pés a cabeça, da cabeça aos pés...
e continuo te rabiscando e sendo por ti rabiscado
por vidas e mais vidas,
atado as vozes da clara rua... Mais que eternas são as pontas dos dedos de teus pés... os lisos fios de teus cabelos finíssimos,
as lanternas de laser que acendes,

as labaredas espalhadas sobre a cama,

as metálicas botas que usas-te pelo caminho
da eletricidade do desejar Rock

(edu planchêz)

meu filho é um ser que toca guitarra















Sob a luz do agora distante bairro
São Francisco Xavier...

pauto esse nascer de dia e essa noite
que deixei num balaio feito de tiras de taquara verde...

Com festanças da nova primavera,
com as faces notórias do dado que ainda gira


Eu sou pai...meu filho é um ser que toca guitarra...

sou realizado por tê-lo, por ele assim o ser


A vida transporta meus aparelhos canções,

meus lares polígonos repletos de notas musicais


Hoje o bem-te-ví conversa comigo

e com a manhã cheio de estrelas de barro


(edu planchêz)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

uma dama





Escrever o que tem que ser escrito e o que não tem que ser escrito
nas seivas de minha amante árvore
Escrita verde salpicada de branco e marrom
Essa escrita nos leva para os cálices do céu,
aos carvalhos da terra, aos tendões meus

O metal de meu corpo, o metabolismo da água
e o teto do mundo... nos cobre...
abre envelopes carregados de um pó perfumado,
pó de massala, pó de ventre, pó de cabelos amarelos

Sonho com uma borboleta,
sonho uma colher cheia de cerejas

Essa é a noite, esse sou eu, o cara sem face,
o colo que tens para por sua cabeça em chamas

(edu planchêz)

PARA OS QUE ESTIVERAM OU ESTÃO EM OLINDA








Cores quentes é o que preciso nesse azul momento: que seja um ataque de vermelhas rosas e cravos... flores nos chegam pelos fios das antenas do gato que ora desenho com o lápis
que esteve nos clássicos dedos de Dali

E o poema tomara dimensões inesperadas sob a ponta destemida do carvão grafite podendo até desenhar gente com cabeças de planetas em chamas,
animais caminhando lentamente sobre as águas do oceano antártico
para irem conversar com as ofativas linhas de Shala Andirá
que deslisam na sempre sensitiva geleira formada pela oitava estrela
e o Monte Evereste

Cores quentes, cores frias, homeopáticas gotas derramadas aqui e ali...
nas plantas rasteiras crescidas nas pedras do templo som, do sol,
da luminosa mão que se estende sobre nossas cabeças anciãs

E nessa mistura de palavras e paladares abarco a cidade de Olinda
que não me quis( não sabe o que perdeu)

(alguém entenderá):
cadeados, "ele" tentou cravar em minha lingua,
mas o poema chegou antes do que ele,
ao mar e a Marte, e desconhece o matar e o morrer em vida,
a mentira que alguns representam para não ficarem sem o pão pisado

Mas são todos homens pequenos vestidos em armaduras de leão,
pretensos poderosos que mal sustentam seus ovóides óculos
nas antenas do focinho (eles passarão)

(edu planchêz)

domingo, 13 de novembro de 2011

Queria ter feito amor com Elis




















Dei saltos no escuro,
e continuo dando,
só assim encontro o nascedouro das chuvas...


Queria ter feito amor com Elis,

ter tido uns três filhos com ela,

ter bebido com ela todas adegas ,
ter cheirado todas as indecências dela


P
ara mim é Elís no céu e na na terra
do meu coração sexo

diante das ondas das praias
verdejantes
do verão
da nova juventude

( edu planchêz)

domingo, 6 de novembro de 2011

Mulher


Mulher, aqui na madrugada sonhando você, sonhando a tua beleza, o quilate de ser que és. Bem que eu te queria aqui e agora... tanta coisa linda se passa por minha cabeça...vou já dormir imagiando que você está aqui grudada em meu ombro, em minha boca, em meu sexo, em nosso sexo...ser encantado, secreto, luminoso... vou acordar com você aqui entre minhas cochas, sobre os pêlos do meu peito,minha barriga... dentro de mim,dentro de você, com você bem dentro de mim, bem dentro do meu olhar, inteira na minha boca. (edu planchêz)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

impressos num retrato de fogueira sagrada

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E eu entro no mandala formado de teu corpo e meu corpo
entrando no mandala trazido ( por você) das montanhas
de Cusco com os olhos cheios de mirações urbanas e camprestes

E a voz que ouço agora desce das pedras junto com as chuvas
e os graveto para no centro da sala traçar um desenho suave copia perfeita
do desenho que o primeiro e último habitante
dessa esfera plasma sem precisar pensar

nas cratéras do dourado astro que não ouso chamar de sol

Nada de estranho nas descargas multi-elétricas,
nas chamas arquivadas no chão que pisas,
nos beijos da próxima alegria

No Rio das Ostras os verdes olhos dela saltam,
são perolas verdes, são cristais de arte,
a ventania que há de dourar essa cama
pela a eternidade dos orgamos multiplos,
pelas peles planetas plantas,
pelas nuvens subteraneas de nossos ventres
impressos num retrato fogueira sagrada


(edu planchêz)